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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

é...

Eu sei que demorei pra ver que aquela estrada era a errada. Na verdade, eu até percebi há algum tempo, o problema foi conseguir encontrar o retorno, para o caminho certo.
Hoje eu posso dizer que encontrei o retorno.
Ainda é cedo pra dizer se essa estrada é a certa, se é esse caminho que eu devo seguir, mas com o tempo vou descobrindo.
Ja me sinto aliviada só de pegar um rumo diferente. De finalmente deixar o que passou pra trás.
Não existe coisa melhor do que realmente superar seus velhos traumas.
E sim, Beeshop esteve certo o tempo todo, não há amor que não acabe, ou doença que não se cure. Não há estrada sem fim.
E agora, já me sinto preparada para encarar esse tipo de situação.
Certo, você me ajudou e muito. De um jeito que acabou comigo por um tempo. Mas... "não há doença que não se cure".
E agora, me curei de você.
E então eu leio meus posts antigos, e não consigo mais me enxergar. Leio cartas que recebi, cartas que escrevi... E me parece que ja faz pelo menos uma era, desde que isso aconteceu.
Espero que você fique feliz por mim, por essa "carta" de adeus, que eu nunca vou enviar.
E lembre-se sempre:
O caminho sim, é sem fim. Basta torcer para estar percorrendo o caminho certo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Hey, namorada desintoxicação.

"Use sua imaginação [...] Ei, namorada desintoxicação. Estou em minha caixa de chucrute, preso aqui em minha penitenciaria de tinta. [...] Eu te amo mais do que..."
                              De uma carta de 1992 de Kurt Cobain para Corurtney.


Mas que dia especial, não? Tive que interromper tudo o que estava fazendo para postar. E eu juro por Gene Simmons que esse será o post mais especial que farei em toda a minha medíocre vida. E não costumo jurar em vão, quem não sabe disso?
Antes de mais nada, deixa eu contar que musica estou ouvindo: You Can Let Go - BSB.
Yeeeeeeeeeeep, estou ouvindo essa merda pela incontável vez seguida. E pra dizer a verdade, foi isso que me deu vontade de escrever esse post MEGAESPECIAL de 14 de Setembro.
Ahh, Setembro. Que mês lindo do cacete. Até suspiro, só de estarmos em Setembro.
Como se isso fosse verdade, haha'
14 de setembro. Que dia de merda. Sim, é isso que eu acho. Me traz lembranças de um passado bom, que acabou mal. Pra mim, pelo menos.
Ah, esse divórcio homérico é uma grande chateação.
Já notou que quando as pessoas tolas se separam, sempre dizem que ainda podem ser amigas?
Ah, não podem, fala sério. Eu acho que isso é coisa de gente babaca. E é por isso que não quero sua amizade. Não sei o que fazer com ela. Não me tem serventia. E eu falo sério.
Então, resolvi nesse dia especial, ouvir, e dizer que você pode deixar. Sim. Você pode deixar isso tudo pra tras. Deixar de fingir que se importa. E deixar de pensar que pode vir e fazer tudo ficar bem, tanto quanto era antes, sabe porque? Porque você não pode! YES, YOU CAN'T. haha'
Simplesmente porque o que era antes, ficou no antes, e não se pode voltar atrás. E nem que pudessemos. O que ficou pra trás, faz parte do passado. O passado já foi. Você já fez dele uma merda. Não te culpo. Mentira, eu te culpo. Mesmo que você diga que me chatear era a ultima coisa que queria na vida. Yeeeeeeep, eu olho pra trás com muito rancor. E Nooooop, não consigo fazer diferente. Não agora, e não sei se conseguirei um dia. Sim, sou assim com todos que me machucam. Mesmo que seja coisa pequena, o que não foi o seu caso. Eu SEMPRE desejo o dobro. E se você vier me dizer que não importa, e que me deseja tudo de melhor, vou dizer que é o minimo que eu espero, depois de tanto mau que me causou. Direi também que fico feliz em saber que você deseja minha felicidade, e que acima de tudo, isso não minimiza os danos que me causou. Simplesmente não muda nada. Não tem nada que você possa fazer. Não agora. Você já teve muitas infinitas oportunidades.
Você devia ter prometido menos. Você não devia ter prometido nada, se não sabia se poderia cumprir.
Ah, como eu odeio promessas quebradas. Por isso que só prometo o que sei que posso e vou cumprir. Você deveria ser como eu. Não se parece nada comigo. Nem sei porque fui gostar logo de você.
Eu nunca disse que seria a pessoa certa pra você, por mais que eu seja. Eu sei que sou. E sei que é verdade quando digo que ninguem jamais vai amar você da mesma forma que eu amo. Amo sem ter nada em troca. Só por amar. Mesmo que seja contra minha vontade.
E agora eu sei que você é que não é a pessoa certa pra mim. Eu só preciso aceitar isso. Aprender a conviver com isso. Saber que tudo o que eu passei até agora, foi perda de tempo. #wastedtime.
Ahh, como eu odeio perder tempo. Algo que nunca podemos recuperar ):
Desilusões paranoicas assombram você? Me assombram regularmente. Você disse que nunca me decepcionaria. E eu ainda acredite. Burrice, eu sei. AUHSUHAUSHUAS
Mas agora eu aprendi, que não devo mais perder meu tempo.
Namorada desintoxicação, faça-a desaparecer. Eu preciso me livrar desse vicio, dessa mania de pensar que preciso de você. Porque eu simplesmente não preciso. Eu estava em paz quando você chegou.
Eu nunca pensei que isso chegaria tão longe, quanto chegou. Mas, agora é hora de por um final, certo?
Coma sua amizade no café da manhã desse dia mais que especial para nós. Você consegue olhar para sí mesmo quando pensa no que deixou pra tras?
O melhor dia da minha vida será aquele que eu acordar sem pensar em você.
Sem mais. Feliz dia quatorze de setembro. Que seja doce, esse novo adeus. Fique em paz.

domingo, 12 de setembro de 2010

Don't look back...

Agora eu sei bem como é olhar pra trás e não conseguir se enxergar. Eu olho pra trás, agora, e não consigo entender como pude.
Eu podia ter aproveitado mais. Eu podia ter feito tanta coisa que deixei passar por me importar demais.
Me importar com aquilo que não deveria fazer diferença.
E sabe, agora, não faz importância. Mas só agora.
Eu me arrependo tanto. E eu odeio me arrepender. Arrependimento é algo tão inútil.
Me arrependo das coisas que eu disse. Me arrependo de ter amado demais.
Ter amado mais que tudo. Por que só agora eu vejo o quanto errei? Só agora, que tudo não passa de apenas promessas quebradas. Juras em vão. Conversa fiada. Pedaços de [uma dúzia de] papel rasgado. Escritos à mão. Tempo perdido. 
Por que agora eu tenho que olhar pra trás com tanto rancor? Por que você me traz tanto rancor? Por que você ainda me faz sentir alguma coisa? Por que você apenas não me deixa esquecer?
Você poderia pelo menos não olhar pra trás. Nem se for uma lembrança boa. Apenas me esqueça. Você consegue. E tire esse olhar do rosto, porque você jamais vai queimar meu coração. Apesar de tudo.Ao final de tudo. O mundo não me deixa te evitar. Não me deixa não pensar. Não lembrar.


Enquanto a gente caminhava por aí, a alma dela deslizava. 
"Mas não olhe para trás com rancor". Ouvi você dizer.
Ao menos hoje.

sábado, 11 de setembro de 2010

And your permission is all I need to heal.

Sera que meus demonios estão realmente livres? É que eu apenas não sinto isso.
Já estou farta de tentar me libertar de você.
Sério.
O que será que eu tenho feito de errado? Venho errando todo esse tempo?
Será que é besteira, querer tirar você de mim?
Eu sei que, acordo de manhã, e tudo volta para você. E eu inspiro e expiro, e isso volta pra você. E o fim do meu caminho volta pra você.
Tudo acaba em você.
Já não sei mais do que eu preciso pra me curar.

domingo, 22 de agosto de 2010

Eu vivo condenado e sem saída...

... de um passado que parece não ter fim.


De volta. Por que sinto isso? Essa sensação de estar de volta de algo que nunca parti?
Eu bem quis partir. Quis e tentei deixar tudo isso pra trás. Mas... olha só: Essas coisas que te machucam, te seguem.
Por que é que eu sinto que isso nunca terá fim?
Talvez porque você sempre volta. Sempre aparece com sua conversa fiada que eu já cansei de ouvir.
Apesar que dessa vez...
Dessa vez foi diferente. Você não me veio com alguma historia para me convencer que me faz bem. Você apenas esfregou a sua vida de merda na minha cara, esperando que eu fique feliz por você.
Você realmente espera isso? Que eu ouça sua felicidade pelos cantos, e fique feliz também?
Me de um motivo melhor para comemorar.
É. Como por exemplo: Me livrar do passado.
Você consegue fazer isso?
Você consegue deixar de se divertir enfiando alfinetes em mim?
Isso porque eu cansei de dizer a você: É quando eu me sinto bem, que você volta. É quando aquele alivio, quando aquela sensação de "acabou" me invade, que você volta.
Posso te contar que dessa vez eu não estava fingindo? Sim, eu não estava fingindo estar feliz. Eu estava. Eu estou. Eu estou vivendo.
Mas... posso te pedir uma coisa? Você tem que me deixar viver.
Você tem que me deixar pra trás.
Tem que me esquecer.

sábado, 24 de julho de 2010

só queria um pouco de paz.

Me desculpa estar te ligando agora. Sei que é tarde. Sei que são quase 4 da manhã, mas... Sabe... Hoje eu encontrei aquele buraco em mim. Aquele buraco que é o seu lugar.
Na verdade eu não encontrei. Me fizeram encontrar.
Me fizeram olhar pra ele diversas vezes hoje. E posso dizer que isso me causa dor.
E eu já havia me esquecido de como essa dor era ruim.
Desculpa se estou te incomodando, eu nem sei porque resolvi te ligar. 
Acho que porque eu senti uma necessidade de você.
Acho que porque encontrei aquela caixinha com 100 envelopes que eu achei que poderia usar todos, somente enviando cartas para o seu endereço. Mas se cheguei a usar dez foi muito.
Ou talvez porque faz tempo que não sei de você. 
Achei que eu seria capaz de suportar, mas... Oi, minha companheira de hoje se chama recaída.
Me sinto até um viciado em crise de abstinência, sabe?
Não sei com qual musica eu mais me identifico hoje:
Quando crescer - Fresno X Girl with golden eyes - Sixx AM
É tipo um "Pois ao meu lado está sobrando um lugar, ele é seu..." X "Tudo vai ficar ótimo
Se eu conseguir fugir dela..."
Percebe a contradição?
Desculpa minha voz ruim. Sofrida. Engasgada. 
É que ela fica assim, sempre que falo de você. Seja pra você ou pra qualquer outra pessoa.
E... já não tenho mais como disfarçar.
E por ultimo, desculpa por não ter coragem de ligar pra você exatamente as 3:57 da madrugada e dizer tudo o que eu to sentindo agora. 
Aliás, acho que estou te fazendo um favor em não ligar. Você deve estar vivendo sua vida. 
Coisa que eu deveria fazer também.
Mas agora eu só queria dormir um pouco. Ou tomar algo que me fizesse esquecer. Esquecer que lembrei de você. Que passei o dia todo pensando nesse buraco que eu já havia esquecido.
Queria algo pra fazer passar essa dor. Porque eu sei que apenas um comprimido ou algumas gotas de dipirona não vão resolver. Não hoje. Não agora.
Não esse problema.
Talvez nem tenha solução.
É isso.

Então me diga onde é que você está, no meu passado você não pode ficar.

Acabou...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

TOMORROW

Já ouviu? "Tomorrow"?
Quem canta? Sixx AM. 
Nunca ouviu? Eu recomendo. Não sei, mas.. de uns tempos pra cá, eu encontro sentido em algumas musicas, que há dias atrás eu nem se quer ouvia. 
Essa musica.. ela já começa alguns questionamentos, e depois, com a minha frase preferida no momento: "E as coisas mudam com o tempo. Eles se foram num piscar de olhos."
Vai dizer que não lhe faz sentido? Tudo muda com o tempo. Pra você, nada nunca mudou?
Muita coisa mudou. Alias, tudo mudou. 
Ainda estou em fase de me acostumar com essas mudanças, mas... elas só vieram pra melhorar.
Posso contar um segredo? Eu nunca tinha comentado com ninguem, mas... antes disso, antes de me sentir assim, eu até pensei que talvez, existisse a possibilidade, de estar sim, entrando em depressão.
Quando minha mãe questionou esse fato, eu disse "bobagem". Mas não era bobagem. Tinha sim um fundamento. 
É, eu nem saía do quarto. Mal abria a janela quando acordava. Só pensava que minha vida estava uma bosta, e era isso.
Eu via pessoas ao meu redor, e elas faziam coisas. Elas viviam. Engraçado dizer isso, pensar sobre isso, mas... agora olhando pra trás, eu não estava vivendo. Eu estava presa em acontecimentos que já não faziam mais diferença. Eu dava importância à coisas que... não me faziam bem.
Alias, eu só procurava o que não me fazia bem. Aquela musica ruim. Aquele post de tempos ruins. Aquela foto. Aquela carta. Aquele comentario. Aquele subnick...
Coisas que eu não deveria ligar.
E agora?

...

Tanto faz.
Agora eu to vivendo, sabe? Posso não abrir a janela do meu quarto todos os dias, mas eu vejo o sol. Eu deixo que ele entre em contato comigo. Eu sinto ele sobre mim. Eu vejo a vida la fora. E vejo do lado de fora. 
Eu não fico mais aqui dentro, esperando que algo aconteça e mude minha vida pra sempre. Agora eu vou atras, porque cansei de esperar que as mudanças chegassem até mim. 
Agora eu faço com que elas aconteçam.
É. É que nem sobre você. Eu cansei de esperar que você desaparecesse de uma vez por todas, eu simplesmente... "desapareci você". 

Sim, isso me deixou feliz.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

mesmo depois de tanto tempo...

se você me perguntar se ainda é seu todo o meu amor eu sei que eu certamente vou dizer que sim.
mas...
já depois de tanta solidão, do fundo do meu coração:

não volte nunca mais pra mim. 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mas se...

Em algum momento parar de chover.
E as canções que eu fiz, conseguirem dizer.
Que o que eu sinto é pouco demais pra você...

Na verdade pouco me importa se é pouco demais.
Se nunca foi bom o bastante pra você, por que me fez perder meu tempo?

Tentei.
Por mais de mil vezes.
Fiz de tudo pra te agradar. Mas...
Simplesmente não era eu.

É serio.
Eu nunca me esforcei para agradar ninguem.
Muito pelo contrario.

E se não valeu.

Abraço.
Um grande abraço. E... eu fico por aqui.

Aline, você vai lembrar.

Você vai lembrar de mim.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Você ja fracassou?

Eu sinto que fracassei.
Por todas as vezes que cheguei aqui, e escrevi minhas lamentações...Por todas as vezes que cheguei aqui e desabafei. Por todos os sentimentos que escrevi aqui, pensando em deixar aqui e virar a pagina.
A verdade é que eu nunca consegui.
Ja desistiu?
Eu desisti de tentar esquecer. Por todas as vezes que eu ja tentei não lembrar. Por todas as vezes que me afastei, que fiz de tudo para não pensar. A verdade é essa: Eu não esqueci.
E sinto que fracassei. Por todas as vezes que tentei de tudo pra me sentir bem, eu fracassei.
Apenas consegui o contrario.
Na tentativa de me sentir bem, eu sempre conseguia me enterrar cada vez mais.
E eu até ja fingi estar feliz, pra ver se de alguma forma, algum dia eu realmente ficaria feliz, de verdade.
Mas hoje estou sendo sincera comigo mesma. E admito que fracassei.
Não que eu me orgulhe disso.
Mas... mais uma vez eu venho aqui, escrevo aquilo que sinto, e tento virar a pagina.
Agora tenho muitas paginas pra virar. Muitas paginas de fracasso, pra deixar pra trás.

sábado, 19 de junho de 2010

não.

A verdade é essa: Não era bem isso o que eu queria pra mim.
Pode parecer que não, mas eu queria o romantismo. Eu senti falta dele.
Eu queria que você tivesse ao menos lido, tudo aquilo que eu já escrevi por você. Oportunidade não lhe faltou. Acho que o problema foi a ausência de tempo, ou vontade. Mas eu deixei espalhado por todos os lados, folhas e mais folhas, minutos e mais minutos desperdiçados. Pra você nem ler. Nem ver. Nem se importar.
Eu queria mesmo, o reconhecimento.
Eu queria é que você soubesse, desde o primeiro momento, que ninguém jamais te amaria como eu. Queria que você reconhecesse isso. Sabe?
Ainda da tempo. É só vir e me dizer que sabe.
Que sabe o quanto você representou. Que leu tudo aquilo que ja escrevi pra você. Que sabe, que ninguem mais vai te amar, da mesma forma que eu.
Eu sei, você estaria mentindo. Porque você não faz idéia.
Porque se você soubesse, que não adianta sair por ai procurando por alguem que vá te amar, você não estaria correndo atrás. Não estaria procurando.
Mas eu sinto te dizer... Está procurando por algo que você já teve.
Sim, teve. Agora já não da mais tempo.
Não que esse amor tenha acabado, não estou me contradizendo.
Mas é que eu não quero mais desperdiçar o meu tempo. Quero mais é que você continue suas buscas ai, em vão.
E não, não era bem isso o que eu queria pra mim. Ter que deixar de lado, essa historia de amor.
Querer de qualquer forma esquecer o meu passado.
Desejar mais que tudo, tirar de mim algo que tanto amei.
Não era isso que eu queria pra mim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

'cause love is the end.

E enquanto eu me afogava nas aguas sagradas, eu só conseguia pensar em você. Tudo o que eu conseguia pensar, era você. Pois é, meu amigo, o amor é o fim. Não lhe faz sentido?
Na verdade você nunca soube, mas quando corri até o oceano, não foi com a intenção de por um fim em tudo, e sim, pensando em um recomeço.
E antes que eu me afogasse, me puxaram de volta. Me sopraram esse recomeço que eu tanto esperava.
É, meu amigo, o amor tem seu fim. Tudo tem seu fim. E o fim, as vezes traz um começo. Um recomeço.
E logo eu, que me dizia cansado de sempre recomeçar, me encontro em um recomeço.
Mas na verdade, eu só estava cansado de recomeçar do mesmo lugar. E terminar nesse mesmo lugar. E terminar com você, no mesmo lugar.
Apenas não diga aquelas palavras. Eu não pretendo voltar.
Eu te peço isso: Apenas não diga aquelas palavras. Aquelas que me fariam voltar.

Veja bem;

Hoje eu rasguei aquela carta.
Aquela que você me escreveu há um bom tempo atrás, que eu lia sempre antes de dormir, e deixava até debaixo do travesseiro, só pra te sentir por perto. Aquela que me fazia sorrir e chorar, que me fazia sentir sua falta. Aquela maldita carta que me trazia tantas lembranças boas e ruins.
Pois é, eu rasguei. Tantos pedaços, que mesmo que eu quisesse, ficaria difícil juntá-los novamente.
Mas tudo bem, eu nem quero mesmo.
Antes era apenas uma pagina virada. Uma pagina guardada, que fazia parte do passado.
Agora, é como se nunca tivesse existido. Porque agora, de fato, nem existe mais.
Bem como as suas palavras, que o vento levou pra longe.
Bem como os sentimentos, que sempre tendem a mudar.
Bem como as feridas, que o tempo, muito sábio, se encarrega de cuidar.
A cicatriz fica pra sempre...
Mas aquela sua carta, eu já fiz o favor de rasgar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

o que ia te fazer sorrir?

E um dia me perguntaram o que eu faria quando me libertasse. Se um dia eu me libertasse.
Aonde eu gostaria de ir? À lugar nenhum, na verdade. Ou talvez aqui. Na verdade, essa é uma direção oposta à sua, não sei se você pode perceber. Você está onde quer estar? Eu estou onde quero estar. Não chega a ser um sonho, mas também não é um lugar qualquer. Não chego a ter quem eu quero, mas também não estou mais tão sozinha. Assim como estava, estando com você.
Quem eu iria procurar? Não sei se preciso procurar por alguém. Descobri que posso ter tudo o que quiser, sem precisar de alguém pra me apoiar. Tenho tudo o que preciso. Eu me tenho, acima de tudo. Não tenho à quem procurar. Não preciso. Não quero.
Então, se eu não posso te levar...
Livre. O que você pensa sobre a liberdade?
É tudo muito relativo, não é? Então, liberdade, também é muito relativa. Liberdade pra mim, é um estado. O estado em que me encontro. 
É, não sinto aquela necessidade de voar na mesma direção que a sua. Na verdade, creio que te seguir, por todos os lados, não tem muito a ver com liberdade. 
Então, se eu não posso te levar...

É, eu não pude mesmo. Era uma opção mais sua do que minha. 
Então siga ai teu caminho, e chega dessa historia...
Aonde você for... não seguirei você.

sábado, 22 de maio de 2010

Ah vá !

Vai dizer que você ficou surpresa?
Posso contar uma coisa? Eu não fiquei! No fundo eu já sabia, já esperava. Eu sabia que isso viria, só não sabia em que momento. Então, não me surpreendi.
E acredito que nas tais circunstâncias, não me abalei.
Claro que não.
Eu sorri. E ainda possuo esse sorriso em meu rosto.
Por que?
Você acha que eu não deveria?
Eu estou sorrindo porque me orgulho. Me orgulho de mim mesma. Entende?
Eu estava certa. Eu estive certa o tempo todo. E ter a certeza disso, nesse momento, me faz tão bem que sinto uma enorme necessidade de compartilhar.
Eu estava certa sobre tudo, sobre você. Sobre o que você é, pensava e queria. Eu estava certa sobre você ser bagagem em excesso.
Eu fiz certo em te deixar pra trás.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A lenda do amor. Que existe. Que deveria não existir.

Mas é só pra isso mesmo...

Pra falar de amor
Mesmo sem querer o amor
Mesmo sem acreditar no amor
Mesmo sem pedir...
O amor
Apenas pra falar de amor
Escrevo estes versos.
Porque no fundo, eu sei
Ainda resta um pouco desse amor em mim
Esse amor que não quero
Que desdenho
Esse amor que me deixou assim
Me fez desacreditar
Me fez duvidar
Me fez não querer nem por um segundo
Amar de novo.
Ainda que eu ainda ame
Ainda que exista um pouco...
Um misero restante de pó
Desse amor em mim.
Amor que quase me destruiu
Amor que eu insisto em destruir.
Todos os dias quando acordo.
Todos os dias antes de dormir.
E ainda assim...
Ainda resta amor em mim