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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

m.u.d.a

Em outros dias, em tempos atrás, eu me vi tão perdida entre as cartas que você deixou.
 Lembranças que o tempo ainda não me tirou.
Continuo procurando em tanta gente o que havia em você, e nada. Não vejo nada.
Tento ser o que eu era. Ainda nada.
Fiquei perdida no mundo que você criou.
E que não voltou pra me libertar.

Não sei onde chegar.
Cansei de caminhar.
Não sei como te falar.
Cansei de escrever e cantar.

Você não consegue me ouvir.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

a.s.m.a

... As suas falhas podem definir você
E quando acordar...
Aonde vai estar?
Que roupa vai vestir?
Aonde quer chegar?
Não dá pra abandonar a posse do 'sentir'
Mas hoje estou aqui disposto a te apagar

[...]

E eu sei que não existe nada
Nessa vida que vai nos fazer mudar
E quando a dor chegar,
Quem é que vai te ouvir?
Te fazer respirar?
Te devolver o ar?
E quando acabar,
Um corpo pra esquecer
Feridas pra sarar
E o 'adeus' que eu não falei
Sou um retrato que a tua mão revelou
Cópia barata do que eu acho que eu sou
E sim, amor, eu sei que eu não devia
Querer demais o que eu nem sei o que é...
O que o homem quer de uma mulher?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

todo carnaval tem seu fim.

Mas, não que eu goste de carnaval. Não que eu me importe com o fim do carnaval.
Nem sei porque esse titulo pro post. Acho que, tem uma musica com esse nome, certo?
E... estou bem com essa idéia de fim. Porque tudo tem um fim.
Eu, você, nós. Todos nós. Todas as coisas.
Chegamos ao fim.
É, é definitivo.
Chegamos, sim. Eu não cheguei até aqui sozinha.
E não vou fingir que não me importo, porque eu me importo sim.
É, espero que esteja acostumado com a minha sinceridade e clareza.
Eu me importo com esse fim. As informações foram claras?
Mas então, como você não se importa... vou é deixar pra lá.
E sabe do que mais? Seja feliz aí, e que seu cú pegue fogo. E que bombeiro nenhum possa apagar.

Sim, não deixo oculto esse meu desejo de te ver queimar.

sábado, 5 de junho de 2010

Deixo o meu radio em qualquer estação.

Só pra não morrer no silêncio.
É porque eu não gosto de silencio. Deixa tudo com um aspecto vazio, estático.
Na verdade, é mais porque eu não gosto do teu silencio. Porque parece que nos distancia ainda mais. Porque traz aquele abismo entre a gente.
E eu não gosto desse abismo. E já disse que não gosto do silencio. E também não gosto de me sentir mais longe, mesmo quando ainda posso sentir sua respiração a poucos centímetros de mim.
Eu gosto dos sons. Eles fazem tudo parecer mais perto.
Eu gosto do som que você faz quando está por perto.
E de ouvir a sua voz, me chamando a toda hora.
Gosto até do som que tu fazes, quando vais embora.
Tens um certo tom aliviado, mas quando olha pra trás, tens uns sorriso angustiado.
Não que isso não melhore no dia seguinte.
Porque junto com seu sorriso angustiado, tem o seu olhar dizendo "a gente se vê amanhã".
Então até amanhã.