quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dizem que é. Não sei se é. Mas é o que dizem.

O que dizem?
Dizem que é loucura odiar todas as rosas, porque uma delas lhe furou o dedo.
Então sim, então talvez seja. Então, eu digo que não é.
Ou é?
Eu não sei dizer.
Digo que não toco mais em rosa alguma, mas não foi porque apenas uma me fez sangrar com teus espinhos.
Digo que não toco mais em rosa alguma, porque todas as que eu toquei até hoje me fizeram sangrar.
Na primeira você diz que tudo bem, supera, vira passado e você segue em frente.
E acredita, que é mesmo loucura odiar todas as outras por causa daquela.
E então você encontra outra, e se machuca de novo.
E assim, até ficar exausto de acreditar naquela ideia estupida.
Eles dizem?
Eles não são você.
Se eles não odeiam rosas, tem seus motivos.
Se eu odeio, é porque também tenho os meus.
E se eu prefiro pensar de uma forma que me evite machucados, eu estou certa, e não louca.

Digo que é loucura odiar todas as rosas, porque uma lhe trouxe um furo no dedo, e esse furo sangrou, e doeu.
Mas digo que é mais loucura ainda, você procurar outras rosas por ai, sabendo que tem a chance de ganhar mais machucados.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sobre Setembro.Doc

Ainda não se foi aquele sentimento.
Lembro-me como se fosse ontem; como se fosse a minutos atrás, pra ser sincera, quando suas palavras de adeus vieram ao meu encontro.
Foi um choque.
Experimente tomar um banho quente, e depois sair só de toalha, na Polônia, em tempos de inverno. Me senti assim, mesmo nem sabendo como é o inverno na Polônia.
E então, eu nao consegui agir como se nada tivesse acontecido, ou como se não fizesse diferença pra mim você ir, ou ficar.
Não era algo comum. Não era como brincar de adivinhar.
Particularmente, eu nunca gostei de brincar de adivinhar, e fica pior ainda quando você tem que adivinhar a razão de estar perdendo alguém. Como eu perdi você.
Pergunto a você, qual seria sua reação? Você sabe como é pensar que pode perder alguém que gosta? Aterrorizante, não? Eu sei bem como é, já senti isso também. Mas sabe de uma coisa? Esse terror todo não chega nem perto do que você sente quando chega a perder.
Pensar que pode perder é ruim, perder, é pior ainda.
Mas eu sei que depois disso, para mim, todos os dias nasceram cinzas, e tudo mais que era colorido perdeu sua cor. Todas as cores se tornaram cinza. Tudo mais virou apenas dor.
Todos os olhares estavam tristes, e as bocas estavam secas e sem sorriso. Nenhum sinal de alegria. Nenhum sinal. Apenas a dor. E o frio.
O frio do inverno, que adentrava pela porta. Aquela porta que você largou aberta ao sair.
O frio preencheu o espaço vazio. O seu espaço, que ficou vazio.
E, essa sensação me acompanha até hoje.
Por que sinto esse frio até hoje?
Não estamos mais em setembro.
Ainda carrego comigo aquele sentimento de perda, aquele vazio.
Mas não estamos mais em setembro.
A sensação que ainda me segue. A dor que mora ao lado. A dor que mora aqui, se alojou aqui dentro. Aqui dentro de mim.
E você, que sabe voar. Que sempre soube voar. Que nunca deixou de voar. Já encontrou o seu lugar? É melhor por ai? Tudo é melhor sem mim?
Você ainda sabe aonde me encontrar? Ainda quer me encontrar?
Eu continuo aqui.
Eu não deixei de te amar.
Continuo no mesmo lugar, mesmo que ainda não estejamos mais em setembro. 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pare tudo o que estiver fazendo...

Pare de comer. Pare de seduzir alguém no msn. Pare de escrever alguma reflexão. Abra o Media e coloque Europa pra tocar.
Hoje nem é um dia tipo assim especial e nem nada {Não desmerecendo Tiradentes}. Não é seu aniversário, e também não é o "nosso", mas eu decidi que hoje eu ia tirar essa naaite pra escrever sobre você.
Em setembro fará dois anos, dude. Dois anos, você tem noção de como o tempo passou assim tão rapido? Pois é. A gente cria um fake, porque não tem nada pra fazer, e vai adicionando pessoas, sem saber que pelo menos uma estará alí do seu lado, em diversos momentos.
Foi assim com você. Eu te adicionei, sem fazer ideia de que iriamos ao menos manter uma conversa, pois não sou tão sociavel, e no fim... estamos aqui.
Eu sendo seu cão-guia, e você sendo minha cegueta. E é engraçado o jeito que isso tudo aconteceu. A gente nem se falava todo dia, e ainda é assim. Acontece que, as vezes eu tenho necessidade de você, e talvez você de mim.
Mas eu não preciso te chamar todo o tempo no msn, e nem dizer que te amo de cinco em cinco minutos.
Não preciso te dizer toda hora o quanto você é especial pra mim, porque você sabe.
Você pode sumir por um tempo. Eu posso sumir por um tempo. Mas você nunca vai deixar de ser especial pra mim.
Você jamais vai deixar de ser quem é, pra mim.
E como eu disse... Não ouse pensar em viver sem mim. Não ouse querer respirar, sem mim.
E se algum dia chegar a sentir minha falta, e só passar a mão no "vazio" ao seu lado direito, você vai me sentir. Sempre estarei ao seu lado. Sempre que precisar. Sempre quando não precisar. Sempre que quiser uma amiga. Sempre que quiser seu Labra. Seu cão-guia.
Você vai aonde eu for e a minha [pata]mão[/pata] não vai soltar


Rumo aos dois anos. Rumo ao primeiro abraço, de muitos. Rumo ao infinito.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Então vamos falar sobre nós. Sobre vós. E sobre eles.

Um dia você acorda e descobre que o que você sente, Mariazinha também sente. Pode não ser da mesma forma, pela mesma pessoa. Não vai ser igual porque você e Mariazinha não são iguais. 
Mas ela sente.

Numa noite você descobre que o Joãozinho também sofre por alguem que tenta esquecer. 
Não da mesma forma que você, não pela mesma pessoa, mas ele sofre.
Ele chora todas as noites por ouvir aquela musica que lembra Aninha. E você se vê em Joãozinho.

Na outra semana, você faz uma nova amiga, a Juliazinha, e vai descobrindo que ela sente falta da pessoa que ama. Você sente o peso desse assunto na viz de Juliazinha. 
Você se vê em Juliazinha.

E hoje, você se depara com um blog onde Luluzinha escreve sobre seus conflitos pessoais.
Você vai no arquivo e lê a maioria dos textos.
Você se identifica com alguma das historias. Você se vê em Luluzinha. 

Eu ja me vi em muitas pessoas.
Ja me vi em pessoas que sofreram tanto quanto eu.
E algumas pessoas, eu sei que também ja se viram em mim. Mesmo sem saber que muita coisa aqui, é apenas sobre mim.



domingo, 18 de abril de 2010

Ê.

Todos os dias você põe algo a perder.
Todos os dias você põe tudo a perder.
Nos ultimos dias, mais que nunca.

Como você o faz?
Simples: Você diz uma coisa e faz outra.
Você faz uma coisa, e depois outra.
E se contradiz.
E me confunde.
E todos os dias eu penso: Ele não sabe o que quer.

Talvez você saiba.
Talvez eu também.
Talvez eu só queira me fingir de cega, porque talvez doa menos.

De qualquer jeito isso dói.

Eu ja me decidi.
Vou viver minha vida, pois não vale a pena sofrer em vão.
Todo os dias quando acordo, digo que vou sair por ai e provar que posso ser muito mais feliz se não tiver você na minha vida.

Mas não saio.
Mal levanto da cama.
Mal vivo.

E ainda durmo pensando em você.