sábado, 5 de dezembro de 2009

Como pôde?

Dona Lua
A senhora tão sábia, tão linda, tão adorada, se apaixonar por uma pedra?
Uma simples pedra. Um simples pedaço de nada que só serve pra machucar?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

...

E mais uma vez me encontro aqui. No mesmo lugar que por tantas vezes foi palco de varios sonhos contigo. E que hoje, absorve minhas lagrimas, por você.
Eu disse que escrever sobre a felicidade não é bom, porque a torna vulneravel. Mas eu bem que deveria saber que escrevendo ou não, tornando-a evidente ou não, ela dura pouco. E depois de um dia ensolarado vem dois meses de chuva. Aquela mesma chuva que não tinha pausa, naqueles primeiros dias sem você.
E quando acho que me acostumei com a dor, vem algo mais forte e mais dificil de suportar.
Primeiro a sua ausencia sem motivo.
Depois, as pequenas mudanças que, em tese, não mudaria nada entre a gente. Mas não sei se você consegue perceber. Muita coisa mudou.
E quando pensei que as pequenas mudanças eram o bastante...
Hoje ja nem sei mais como está você.
Queria não sofrer tanto. Queria não ficar tristinha.
Talvez você esteja feliz ai. Feliz da vida. Talvez ate tenha planos, com aquele que lhe completa. Talvez nem se lembre mais de mim quando ouve aquela musica que por tanto tempo foi nossa.
Eu ainda me lembro. Me lembro de tudo. Até das primeiras demonstrações de afeto.
E parece que em tudo que eu olho, eu vejo você.
E sempre quando durmo, te encontro em meus sonhos e pesadelos.
E em meu pesadelo mais frequente, sempre me encontro no mesmo lugar. No alto de um penhasco. Estou caindo. E só você está la. Você pode segurar a minha mão e me puxar pra cima, se quiser. Mas você parece nem se importar, porque sempre me dá as costas.
Você me deixa cair do penhasco. E parece que sinto meu peito estourar antes mesmo de chegar ao chão. E é aí, nesse exato momento que eu acordo. Centímetros antes de colidir.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

E o jogo acabou.

Quando o jogo acaba, a gente tem é que se retirar.
E agora que o jogo acabou - na verdade acabou faz algum tempo- sinto que passou da hora de pegar o nada que me restou e encontrar um novo lugar pra ficar.
Onde o nada, é a definição certa pros meus sentimentos, e o meu coração, que a muito tempo você já deixou parar de bater. Mas ainda o tem em suas mãos.
E eu me pergunto pra que?
Se ele não serve mais pra você, se você já não o quer mais, o que ainda faz com ele?
Enterre-o. Assim como se faz com tudo o que é morto.
E agora vou começar a tomar mais cuidado com tudo aquilo que eu sei que pode me destruir.
Principalmente com o que destroi aos poucos.
Mesmo sem meu coração, e mesmo que ele tenha parado de bater, eu ainda posso respirar.
E eu sei que vou viver durante um bom tempo, e vou lembrar.
E quando lembrar, vou me machucar. E assim, ser destruida aos poucos. Apenas com as lembranças.
Lembranças de um tempo bom. Lembranças de um tempo bom que acabou. E doi saber que o fim nem está tão perto o quanto parece.
Mas estou aqui. Estou tentando. Estou vivendo.
Continuando.
E a cada dia que passa, a cada dia que eu sinto que posso continuar, vem aquela nuvem.
Aquela nuvem que sempre estraga tudo.
Mas dessa vez, e em todas as proximas, eu não vou deixar cair mais nenhuma lagrima, mesmo que caia a pior das tempestades.

sábado, 26 de setembro de 2009

And all the smiles that are ever gonna haunt me.

Por tudo aquilo que já se foi, já passou, mas eu ainda insisto em pensar.
Por todas as vezes que chorei, e as vezes que tentei não me entregar. E por todas as outras que eu tentei te encontrar em outros sorrisos, sabendo que nenhum outro seria igual ao seu. Sabendo que seria uma busca em vão. E foi.
E por todas as coisas que procurei fazer, por todo o tempo que eu tentei me ocupar só pra não pensar em você, só pra não me torturar.
Mas de tudo o que eu fiz, de tudo o que eu tentei, de nada adiantou. Sempre me peguei pensando em ti, lendo suas cartas, ouvindo suas musicas, procurando por você em todos os lugares, em tudo o que foi seu, em tudo que me lembrasse você, que me fizesse te sentir por perto. Mesmo sabendo que seria apenas uma vaga lembrança de você. Sempre te esperando , mesmo sabendo que nunca chegaria. Que nem pensava em voltar, não mais queria.
E é estranho ver que em pouco tempo você se tornou tudo e de repente esse tudo se tranformou em nada.
E é deprimente saber que mesmo depois desse tempo todo, cabei vendo que você ainda ocupa aquele mesmo lugar, o seu lugar.
Até hoje eu procuro algo para preencher a falta que você me faz.
Mas acabei percebendo que você é a minha ferida, aquela que nunca vai cicatrizar. É o fantasma que nunca vai deixar de me assombrar. É o caos, que ao mesmo tempo consegue se transformar em minha paz.
E você está em todos aqueles sorrisos falsos que eu não canso de mostrar. O meu livro preferido, sendo que as paginais finais, e principais, estão todas rabiscadas. É a dor que parece que nunca vai passar.
E no final, tudo ainda diz seu nome, tudo ainda diz você.


"And all the things that you never ever told me, and all the smiles that are ever gonna haunt me.
And all the wounds that are ever gonna scar me. For all the ghosts that are never gonna catch me..."
-the ghost of you-

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

E ainda sobre o nada...

Sobre perder o nada. Sobre o tudo e o nada. Sobre esse jogo de ganhar e perder. Sobre essa historia sobre tudo e nada...
Acho que eu poderia dizer que perdi o lance do jogo onde eu tinha tudo e passei a ter nada.
Eu pulei esse capitulo. O capitulo onde eu ainda tinha tudo, e passava a ter nada.
Foi como ler o capitulo 10, onde eu ainda estava no jogo, ou ainda era um personagem importante nessa historia, e já ir para o capitulo 12 onde eu estava sozinha, com o meu nada, onde esse nada representa o total vazio.
E o capitulo 11. Dê que se tratava? De algo que eu fiz pra chegar ao capitulo 12? Ao chegar no nada?
Eu não sei. Eu nunca tive acesso ao capitulo 11. Talvez ele nem exista, ou talvez arrancaram ele do livro, apagaram ele da hístoria.
Mas eu ainda tento decifrar o capitulo 11. Eu fico me matando, tentando descobrir o que se tem no capitulo 11. O capitulo que divide o tudo e o nada. Um capitulo tão importante para o desenvolvimento dessa historia, que eu simplesmente desconheço.


E ainda sobre portas abertas ou fechadas, portas que existiram ou não.
E também sobre ir e vir. Ou simplesmente ir, sem realmente ir.

A porta esteve aberta o tempo todo...
A porta, na verdade nem existe.
O que esta esperando? Você sabe voar...


Se vai viver pra outra vida, eu fico aqui. Na vida que ficou em minha vida, tão perto de mim. Tão longe de mim.


Você sabe voar de volta pra mim?